

Zagaia Amazônia
Uma Lâmina de Luz, Esperança e Propósito
"Lâmina de luz e sonhos,
na haste do artesão.
É o todo de cada parte
que vai facheando a arte
nas águas da criação."
Celdo Braga
No dia 02 de junho de 2025, fomos presenteados por Celdo Braga, renomado guardião da essência amazônica, poeta, escritor e músico amazonense, com esta poesia tão singular e inspiradora. São palavras que traduzem o espírito da Zagaia Amazônia e, também o coração pulsante dos “guardiões da floresta”, que habitam nosso território. Com uma sensibilidade única, Celdo capturou a essência do que almejamos ser: uma lâmina que atravessa as águas, iluminando, criando e ressignificando territórios. São palavras que compartilhamos, como forma de homenagem, com cada pessoa que nos ajudou nessa jornada, que acreditou em nossos sonhos e colaborou para que chegássemos até aqui, assim como a cada comunidade com a qual tivemos o privilégio de estar juntos.


O ‘Mapeamento Cultural do Artesanato Brasileiro’ foi idealizado pelo Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB). O Instituto Zagaia Amazônia foi convidado a desenvolver a metodologia que está sendo replicada em todos os estados.
Inicialmente focado em estados cruciais como Amazonas, Pará, Acre, Maranhão e Tocantins, o mapeamento mergulhou na alma da Amazônia Legal, revelando a vasta tapeçaria de saberes e fazeres que definem a identidade dos povos da Amazônia.
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Longe de ser um inventário estático, o Mapeamento Cultural do Artesanato Brasileiro está buscando capturar a essência da relação intrínseca entre artesãos, comunidades e o meio ambiente.
Dele ecoam as vozes, as histórias e as tradições que moldam o tecido cultural da região, compreendendo as práticas de manejo sustentável, o profundo respeito pelo "tempo ecológico" inerente a cada criação e os desafios logísticos que conectam o artesão amazônico aos mercados nacionais e internacionais.


































































Cartas Caruanas: Ferramenta de Autodescoberta
No coração do projeto está a criação das "Cartas Caruanas". Uma ferramenta criativa e holística, desenhada para inspirar mulheres a realizarem uma jornada de autodescoberta, empoderamento e transformação social. As Cartas são um convite para reflexões profundas, guiadas por perguntas estruturadas em torno de temáticas-chave: Autodescoberta; Tradições Culturais; Empoderamento Feminino; Violência de Gênero; Economia do Cuidado; Empreendedorismo; Justiça Climática; Autoestima e Identidade.

‘Caruanas’ nasceu das tradições culturais e espirituais da Amazônia. Um território rico em conhecimento ancestral e biodiversidade. Inspirado nos Caruanas, também conhecidos como o Povo do Fundo, o projeto explora a simbologia e a sabedoria desses seres encantados que habitam as águas da floresta Amazônica. Segundo as tradições orais do Amazonas, os Caruanas cumprem missões cruciais: preservar o equilíbrio natural da Terra e curar espiritualmente os seres humanos que nela habitam.
O projeto ‘Caruanas’ vai além de uma simples adaptação cultural. Resgata, potencializa e valoriza saberes ancestrais, promovendo diálogos transformadores entre mulheres, energizando o papel do feminino como agente de conexão, cura e ação comunitária. Para tanto, utiliza metodologias criativas que unem tradição, empatia e inovação social.
O projeto Caruanas deu um passo significativo em 2025, ao contribuir para a criação da Reserva da Biosfera da Amazônia Central (RBAC). A iniciativa, promovida pelo Mosaico do Baixo Rio Negro, em colaboração com a UNESCO e o Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil), idealizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), teve como objetivo articular uma rede colaborativa de mulheres líderes. As atividades realizadas na criação dessa rede foram projetadas para articular vozes femininas diversas, promovendo a troca de experiências, o resgate cultural e a construção de soluções inovadoras para os desafios da sustentabilidade e da justiça climática.
Entre os resultados deste encontro, foi desenvolvido um e-book
que conta a história de cada uma das participantes e um mapa afetivo, mostrando visualmente a caminhada dessas mulheres.
Exposição: O Mundo Caruanas
Em 2026, o Instituto Zagaia Amazônia uniu forças com o Estúdio D para lançar a Tecnologia Social Caruanas durante a DW! Semana de Design de São Paulo. Uma parceria que conectou a sabedoria ancestral dos povos amazônicos ao mundo do design contemporâneo e da inovação.

Oficinas Caruanas
1. Três Unidos
Projeto Mulheres da Floresta - 2024
Implementado com o apoio da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e o patrocínio da L’Oréal, o Caruanas chegou à comunidade de Três Unidos com foco em empoderar mulheres indígenas e ribeirinhas. As oficinas fortaleceram o resgate cultural e o papel das mulheres na preservação do território, promovendo autoestima e conexão com as próprias raízes.
2. Benjamin Constant
Parentas que Fazem - 2024
Essa etapa do projeto foi realizada dentro do projeto ‘Parentas que Fazem’, idealizado pela FAS e patrocinado pelo Google, com o apoio do SEBRAE. Voltada para mulheres indígenas, a ação promoveu o empreendedorismo alinhado à economia do cuidado, gerando impacto direto no fortalecimento econômico e cultural daquela localidade.
3. Parque das Tribos
Projeto Cultura Raiz: Oficina Caruanas - 2025
No Parque das Tribos, em Manaus, a Oficina Caruanas foi implementada no contexto do Projeto Cultura Raiz, uma iniciativa concebida pelo Instituto Zagaia Amazônia e aprovada pela Lei de Incentivo à Cultura (Rouanet).
Esta ação teve como objetivo principal fortalecer o protagonismo feminino e promover o resgate de saberes ancestrais em um ambiente que reúne mais de 35 diferentes etnias indígenas.
Com patrocínio do Instituto Aegea e Águas de Manaus, e apoio do Ministério da Cultura, o projeto realizou rodas temáticas e encontros no Malocão do Parque das Tribos, promovendo um espaço de diálogo, escuta ativa e compartilhamento simbólico. As atividades foram voltadas para o empoderamento feminino, a valorização cultural e o fortalecimento da autoestima, conectando as participantes à sabedoria dos ancestrais e criando uma rede de colaboração entre mulheres de diferentes origens.

O projeto 'Cultura Raiz: Olhares do Parque das Tribos' celebra a biodiversidade cultural da Amazônia, com o objetivo de fortalecer a cultura indígena, promover a qualificação profissional e o desenvolvimento regional, incentivando a valorização dos povos indígenas e suas contribuições para a sociedade.
Por meio de oficinas gratuitas, o projeto buscou não só qualificar, mas também gerar oportunidades reais de transformação para as comunidades do Parque das Tribos, em Manaus. As oficinas de Empreendedorismo Cultural, Caruanas (Empoderamento Feminino) e Fotografia com Celular foram uma oportunidade para aprender, compartilhar experiências e fortalecer as vozes indígenas na região.
O Projeto Cultura Raiz foi uma realização do Instituto Zagaia Amazônia, com apoio da Lei de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura, e patrocínio do Instituto Aegea e Águas de Manaus.
Como desdobramento da Oficina de Fotografia, foi realizada a Exposição 'Cultura Raiz', que apresentou o trabalho de jovens indígenas no Museu da Cidade, localizado na zona central de Manaus. Posteriormente, parte dessas fotografias integrou a mostra 'O Mundo Caruanas', exibida durante a Design Week (DW), em São Paulo. As imagens também foram cadastradas na plataforma Amazônia Stock, possibilitando a geração de renda para os jovens participantes por meio da comercialização das obras.


O Amazônia Stock é um banco de imagens socialmente consciente, criado para valorizar a riqueza, a cultura e a biodiversidade da floresta amazônica, ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento socioeconômico das comunidades locais. Mais do que uma plataforma digital, o projeto é um exemplo inovador de como o mercado fotográfico pode ser utilizado como ferramenta de impacto social, promoção da inclusão e valorização cultural, além de fortalecimento da sustentabilidade ambiental.
Por meio da comercialização de produções fotográficas, o Amazônia Stock garante que 25% da receita seja destinada diretamente aos fotógrafos (muitos deles membros das comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas, seringueiros e castanheiros) e 20% às comunidades onde as imagens foram capturadas, por meio de uma associação local.
Esse modelo reforça o compromisso do projeto com o impacto social e a preservação da Amazônia, alinhando-se aos princípios do ESG (Environmental, Social and Governance).
Ações
Plataforma, Oficinas de Fotografia e Comércio Justo
O Amazônia Stock está comprometido em combater a falta de diversidade no mercado fotográfico relacionado à Amazônia. O banco de imagens oferece uma ampla gama de produções fotográficas sobre a biodiversidade, a cultura e o modo de vida das populações que habitam a floresta, aproximando a riqueza amazônica do público brasileiro e internacional. Entre as ações realizadas e planejadas, destacamos:
Oficinas de Fotografia
Realizadas nas comunidades do Tumbira, Benjamin Constant, Acajatuba e Parque das Tribos, qualificando os jovens fotógrafos da Amazônia para registrar a riqueza estética e cultural da floresta.
Valorização da Cultura e Tradição Local
Retratos que vão além da biodiversidade, enfatizando a vida cotidiana, cultura e saberes tradicionais das populações amazônicas com inclusão de narrativas culturais que educam e conscientizam o público global sobre a importância de preservar tanto a vida natural quanto as culturas de quem vive na Amazônia.
Posicionamento Estratégico ESG
Oferece às empresas parceiras a oportunidade de alinhar estratégias de responsabilidade social e ambiental, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a preservação da rica diversidade da Amazônia.
Exposição Olhares Amazônicos
A exposição marcou um lançamento estratégico para a plataforma Amazônia Stock, realizada no Galpão Central, em São Paulo, em parceria com a Casa Bonita, referência no mercado de decoração. Voltada a um público qualificado de arquitetos e designers, a iniciativa garantiu ampla visibilidade e credibilidade ao projeto.
Ao optar por uma experiência física como ponto de partida para uma plataforma digital, o projeto criou uma imersão sensorial que aproximou o público da Amazônia, fortalecendo a conexão antes do acesso ao ambiente online.
A realização contou com o apoio decisivo de parceiros comprometidos com o propósito da Amazônia Stock, como a Casa Bonita — representada por Cecília Rima — e o Grupo Kallas, cuja atuação na mídia aeroportuária ampliou significativamente o alcance e o impacto da iniciativa.











